• Dr. Artur Vasconcelos

5 ALIMENTOS POLÊMICOS na dieta dos cães

Atualizado: 14 de Dez de 2020


Pode ou não pode? Seja um agrado ocasional, ou uma inclusão frequente na dieta, sempre pinta a dúvida.


Alguns alimentos, todo mundo já sabe que devem ser mantidos fora do alcance do peludo - chocolate, uva, alcoólicos e café, como exemplos.


Mas outros, volta e meia, figuram em alguma lista de proibidos, erroneamente. E ainda temos aqueles que são permitidos e muito utilizados, mas não necessariamente benéficos.


Sempre falo para meus clientes simplificarem. Carnes, ossos e vísceras, em variedade, são o que garantem a boa saúde do seu cachorro. Adições de alimentos complementares são importantes para enriquecer a dieta, mas nunca devem ser o foco do seu esforço.


1 ABACATE


Frutas com baixo teor de carboidratos, em moderação, são ótimas inclusões na dieta dos cães. Entre elas, o abacate se destaca, por ser especialmente rico em gorduras e fibras. No entanto, não é incomum ele figurar em listas de alimentos “proibidos”.


Mas a verdade é que a polpa da fruta é absolutamente segura. A substância tóxica persina, à qual cães são até muito tolerantes, se concentra na casca, caule, folha e semente, que não devem ser oferecidos.


Em tempo, recomendo retirar a semente da maioria das frutas, que também podem conter outros compostos tóxicos (como glicosídeos cianogênicos, em sementes de maçãs e cerejas).



2 ALHO


Assim como outras plantas do gênero Allium (cebola, alho-porro, cebolinha), o alho é potencialmente tóxico para cães, e pode causar anemia hemolítica. No entanto, a “dose faz o veneno” e somente a ingestão de uma grande quantidade da planta é problemática.


O uso de uma pequena quantidade pode ser benéfico devido as propriedades prebióticas, antimicrobianas e imunomoduladoras de compostos sulfurados. Em cães com problemas gastrointestinais relacionados à fermentação excessiva, o uso deve ser infrequente ou evitado.


3 LATICÍNIOS


A maioria dos mamíferos tem uma redução da atividade da enzima lactase quando adultos, o que torna a digestão do açúcar dos lácteos (lactose) comprometida. Isso é esperado na natureza - ou seja, eles não seriam alimentos bioapropriados. Além disso, a beta-caseína A1 presente em lácteos de vaca possui alto potencial alergênico.


No entanto, especialmente os lácteos fermentados podem ser interessantes como fontes de probióticos e nutrientes como iodo e vitaminas D e K2. Prefira sempre produtos provenientes de animais que são criados majoritariamente a pasto. Vale lembrar que cabra, ovelha e búfala produzem um leite com beta-caseína A2, menos problemática.


4 ÓLEO DE COCO


A gordura extraída da castanha do coco é uma excelente fonte de lipídeos saturados, que ao contrário do divulgado, são essenciais para a saúde hormonal. Com boa tolerância digestiva, é muito usada para animais em dietas cetogênicas ou que precisam ganhar peso.


A grande polêmica do uso se deve à presença do ácido láurico, lipídeo que tem atividade antimicrobiona. Mesmo que para alguns pacientes isso pode ser benéfico e desejado, suspeita-se que o seu uso poderia interferir negativamente no microbioma intestinal, levando a uma endotoxemia por LPS (de origem bacteriana).


Atualmente, recomendo o uso infrequente ou rotacionando. O mesmo cuidado que dispenso a outras gorduras de adição de origem vegetal, como azeite de oliva e óleo de linhaça.


5 LEVEDO DE CERVEJA


O levedo de cerveja é um resíduo da fabricação de cervejas. É um ingrediente comum em suplementos comerciais para dietas caseiras e também muito usado por seguidores da dieta BARF, modelo criado pelo veterinário Ian Billinghurst. É especialmente rico em vitaminas do complexo B e a parede celular das leveduras (fungos) tem função prebiótica.


O problema é que possui alto potencial alergênico, além de ser contaminada com glúten (presente na cevada) na grande maioria das vezes. Recomendo cautela no uso, especialmente para cães alérgicos e com infecções recorrentes por Malassezia em ouvidos e pele.


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