• Dr. Artur Vasconcelos

SUSTENTABILIDaDE E DIETAS BIOAPROPRIADAS

Atualizado: há 6 dias




1. O CAMINHO DO ALIMENTO ATÉ A VASILHA DO SEU CÃO

Um questionamento frequente (e muito justo) que recebo: seria sustentável alimentar majoritariamente nossos cães com carne? Especialmente considerando que a pecuária industrial é considerada uma das maiores vilãs do meio ambiente? O impacto do consumo de carne, mesmo que indiretamente pelos nossos bichos, deve ser sempre considerado

Pessoalmente, acredito que a oferta de uma dieta caseira nos dá a oportunidade de buscar alimentos produzidos de forma mais respeitosa, com os animais e com o planeta. Em outras palavras, mais importante que a quantidade de carne que nossos animais recebem, é a sua origem, como foi produzida. Sabe-se hoje que animais criados sob regime de pastejo holístico possuem a capacidade de regenerar o solo, fixando carbono.

Ao contrário, não podemos nos esquecer que a produção da rações nada mais é que um setor da agroindústria, que se apoia na monocultura, no uso de fertilizantes, herbicidas e sementes transgênicas. Não respeita a natureza, o produto, o produtor rural e o consumidor.

2.PROCURE POR CARNE DE MELHOR QUALIDADE

Sempre que possível, preocupe-se com a qualidade e origem da carne que compra. Procure por pequenos produtores, que geralmente tratam melhor seus animais e são melhor recompensados quando vendem seus produtos diretamente para você. Caso isso seja impossível, nos grandes centros, já encontramos em redes de supermercados produtos de animais que foram criados sem o uso de transgênicos e antibióticos, onipresentes na pecuária industrial convencional.

Felizmente, no Brasil, a maior parte do gado bovino ainda é criado à pasto. Quando bem manejado, é um sistema que agride menos, ou mesmo pode ser usado para recuperar áreas degradadas. E o resultado da oferta de alimento bioapropriado ao boi (que foi feito para comer gramíneas e não grãos) é uma carne mais saudável, com melhores níveis nutricionais e menos contaminantes. Tente incluir mais carne bovina na dieta do seu cão.

3. USE O ANIMAL INTEIRO

Justamente as partes mais desvalorizadas de um animal (ossos, vísceras e cortes menos nobres), são as mais baratas e nutritivas. Elas devem ser parte significativa no prato do seu cão, pela saúde dele e do seu bolso

Usar todo o animal abatido, “do nariz à cauda”, é uma forma de respeitar sua morte e evitar desperdícios. Infelizmente, o nosso próprio consumo das diferentes partes do animal está desaparecendo. O que coloca, inclusive, nossa saúde sob risco. Um frango é muito mais que uma bandeja de peito desossado! A demanda por cortes “esquecidos”, faz com que o acesso a eles volte a ser mais fácil.

4. PLANTE OU CRIE PARTE DA DIETA DO SEU CÃO

Apesar da verticalização e espaços residenciais cada vez menores, ainda é possível plantar alguns vegetais em vasos, mesmo que sejam apenas algumas (e preciosas!) ervas. Galinhas para produção de ovos são viáveis até em pequenos quintais, e um ótimo destino para os restos de alimentos orgânicos.

Falando em restos, aproveitar alimentos que seriam descartados diretamente na dieta do peludo pode ser uma ótima estratégia para economizar e gerar um impacto positivo no meio-ambiente. Talos, cascas e produtos que “passaram do seu primor” podem ser utilizados na pequena porção de vegetais que oferecemos a eles. Ossos e aparas de carnes (antes de serem temperadas e cozidas) também tem grande valor na montagem do cardápio.

5. REPENSE O NÚMERO E O TIPO DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Verdade seja dita, a forma como produzimos os alimentos, vegetais e animais, não é sustentável para suprir a demanda da população crescente de humanos e de animais de estimação que nos acompanha. Estima-se que temos solo suficiente para não mais que 60 safras futuras. Ou seja, se não mudarmos a forma de “pensar” nossa comida, em breve, esse será o grande limitante para a sobrevivência da nossa própria espécie.

Convido a uma outra reflexão: será que realmente precisamos de tantos cães em casa, ou mesmos espécimes avantajados ao nosso lado? Sem preconceitos com raças de grande porte ou pessoas que abrigam animais abandonados. Mas a companhia de um cão é uma opção. Repensar o tamanho e número deles dentro de casa pode ser uma forma de diminuir nossa pressão de consumo também. E claro, para meus amigos veganos, sempre digo que coelhos e cabras são animais de estimação formidáveis!



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